Sem os cargos, Maia e Alcolumbre não são nada - Rafael Brasil


 Sem os cargos que ocupam, Maia e Alcolumbre não são nada, aliás nunca o foram. Rodrigo Maia está na presidência da câmara por três mandatos consecutivos, e o que fez foi ser um office boy da cleptocracia nacional, engolindo cordas de gente como FHC e José Dirceu, só para ficarmos nestes exemplos, além de toda a máfia das altas cortes do judiciário. 

Tudo fez não só para atrapalhar a agenda reformista do governo, liberal por sinal, mas tramou com muitos para derrubar simplesmente o presidente, com a ambição de ser ele próprio o presidente, ou mesmo uma espécie de primeiro ministro. Aliás ele até fez pose de primeiro ministro, tomando aulas sobre o parlamentarismo na Espanha in loco. Como alioás bem frisou Ciro Gomes, ele seria, como foi, um porta voz do petismo e aliados de todas as cores. Quando sair, vai ter dificuldades para se reeleger deputado, bem, feito.

Já Alcolumbre foi uma triste alternativa à reeleição de Renan Calheiros, o muitas vezes indiciado, mas sempre liberado pelo STF. A alternativa soou bem pior com este cidadão inexpressivo comandando o senado em conluio com tudo o que não presta na política brasileira. Quer porque quer se reeleger, mesmo contra a lei, mas afinal há tempos não temos constituição, sempre vilipendiada por quem deveria a proteger, como justamente os tribunais superiores, como o próprio STF.

A situação de Maia é mais complicada, pois é muito difícil ele ter a maioria da câmara, sobretudo em tempos de centrão que vai querer faturar na popularidade do governo. Alcolumbre é inteiramente impopular, aliás ambos são, mas eles querem mesmo é manter o poder, sem esses cargos eles não serão mais nada. Melhor para o Brasil e o povo brasileiro. Aliás precisamos de uma ampla e radical reforma do judiciário. Falaremos do assunto em breve, afinal esta revorma seria para ontem. Ou anteontem.

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