A temerosa racialização do Brasil - Rafael Brasil

 


De acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) 2019, 42,7% dos brasileiros se declararam como brancos, 46,8% como pardos, 9,4% como pretos e 1,1% como amarelos ou indígenas.

Já dizia o mestre Gilberto Freyre com a publicação de Casa Grande Senzala, um dos seus clássicos, em 1933, que o Brasil é um país mestiço. Mistura do já miscigenado ibérico, especialmente o português, com suas influências norte africanas e árabes, índígenas das mais varidas etnias e culturas, e negros africanos das mais variadas etinias. Além deste contingente inicial vieram europeus das mais variadas regiões, como o Oriente Médio, Japão e China em menor escala. 

Esse negócio de cotas raciais vai de encontro a visão científica e cristã que não existem raças, só a humana. Certa vez vi um questionário apresentado por um primo meu sobre seleção por cotas na universidade do Pará. Parecia um manual nazista, por averiguar narizes, beiçolas, testas e cabelos. Como se não existisse branquelo com traços negróides e vice versa, como aliás comenta Gilberto Freyre.

O assunto da semana foi a decisão de uma cadeia de lojas  magazine Luiza, abrir seleção só para negros. Afinal é moda ser bonzinho para o que chamam de nossa perversa dívida histórica, como se estivéssemos a apoiar a escravidão, um absurdo. Por exemplo se não apopiarmos estas políticas mais do que fajutas somos tachados dos piores nomes feios da terra.

Na verdade temos leis mais do duras contra o racismo que é uma coisa excecrável em todos os sentidos. Mas dizer que somos uma sociedade racista é outra coisa, porque simplesmente ninguém vê guetos em nossas mal cuidadas cidades, nem partidos ou movimentos que preguem o racismo. 

Enfim o que temos que fazer é melhorar radicalmente nossa educação básica, afinal aqui tudo misturado. Tenho ancestrais índios, negros e brancos também. Somos um caldeirão cultural, isso Gilberto Freyre vibrava, em sermos a nação verdadeiramente mestiça, assim teríamos muito a ensinar ao mundo. Em poucas palavras, o que temos que fazer é respeitar todo mundo, como pregou Jesus. E abrir o leque de possibilidades para todos de talento.

O povo brasileiro é ótimo, mas governado e muito mal pelas elites mais asquerosas do planeta. Afinal nossas "zelites" intelectuais e políticas sempre estiveram muito abaixo do povão, que quer simplesmente paz, trabalho e um pouco de diversão. E que o Brasil continue assim, junto e misturado.

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