Argentina ladeira abaixo - Rafael Brasil

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Até a primeira metade do sangrento século XX, a Argentina era um dos países mais ricos do mundo. No início do século, tinha uma expressão usada na Europa, que o sujeito podia ser rico como um argentino. Ainda no final do século XIX , uma famosa loja de departamentos a Harrods, abriu uma filial em Buenos Aires, a única filial da famosa loja no planeta. O país contava com a maior extensão de ferrovias da América Latina, tinha a população com maior escolaridade, e florescia a indústria, no bojo da substituição de importações das grandes guerras e do período entre elas. Depois da Segunda Guerra, era a sexta economia do mundo. Hoje perde para a Colômbia, e sua economia equivale a de Minas Gerais por exemplo. O que houve, como o país, qual sua desgraça? O velho populismo casado com o caudilhismo, tradição da América espanhola. Afinal nestas latitudes, tudo pode piorar.
Tudo começou co Perón em 1946, quando ele chegou ao poder, e governou começando o processo de destruição do país até 1955. De orientação fascistóide, tal qual Getúlio Vargas, guardadas as peculiaridades de cada país, Corrompeu completamente os sindicatos, combateu violentamente a Igreja,  ampliou benefícios a todos através do agigantamento do estado, fez políticas econômicas desastrosas, e o país mergulhou no caos, entre ditaduras, e brigas entre as mais variadas facções do peronismo, que, pasmem, ainda estão muito fortes. E as ditaduras também tiveram um caráter estatizante e nacionalista, e de uma crueldade sem par. A ditadura argentina matou no mínimo 15 mil pessoas, e surgiu com a volta do peronismo, com a  vinda do caudilho em 1973, quando se seguiu o caos e a feroz ditadura.
Em poucas palavras, a Argentina é o rico que virou pobre, e caminha celeremente para a miséria total. O presidente Macri, falsamente chamado de liberal pela turba peronista, não fez as reformas liberais que o país tanto precisava, como a da previdência, e dos amplos direitos sociais escandinavos, para uma economia sucateada e caminhando para celeremente para o buraco. O resultado é a volta do peronismo, com Cristina Kitchner no comando. Em poucas palavras, a Argentina pode caminhar para a venezuelização. Com a vitória do peronismo nas eleições primárias, o dólar subiu, as bolsas caíram, e os dólares dos argentinos migraram certamente mais para o exterior. Ademais os argentinos, dizem, tem bilhões de dólares no exterior, dada a permanente insegurança política no país. O peronismo no poder, significa mais assistencialismo, mais entraves para o desenvolvimento  e mais corrupção, inclusive de valores. Muito provavelmente vamos assistir a mais uma história triste na pobre América Latina, contaminada pelo esquerdismo e populismo. Afinal, nós ainda não somos governados de certa forma pelo getulismo? Mas isso é outra história, vamos acompanhar mais este drama continental, aliás um drama repetitivo e triste. Uma pena. Que isso não se repita por aqui. Vade retro!


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