Realmente fiquei apreensivo com as manifestações de ontem. Temia ser um fracasso, mas foi um sucesso. E, pasmem: Pela primeira vez na nossa história, o povo vai às ruas pedir reformas, dentre estas, as liberais, como a reforma da previdência. Bem não diria nem liberal, mas emergencial, pois sem a mesma o Brasil cai mais ladeira abaixo. E, como diz um ditado, se tudo está ruim, sempre pode piorar. Além disso, manifestações contra o STF, e o pacote anti violência e corrupção do ministro Sergio Moro. Ótimo para o Brasil, uma surpresa para muitos liberais que não apoiaram a manifestação por acharem que seria autoritarismo, um risco, meio fascistóide, do governo estimular às ruas para a consecução de seus objetivos, que são, pela descentralização econômica, justamente anti fascistas por natureza. Como ser fascista e pregar a descentralização política e administrativa? É essa a essência do pensamento liberal, bem ao estilo Paulo Guedes. Como um liberal, mesmo sem gostar de Bolsonaro, não gosta de Paulo Guedes e suas propostas econômicas? Eis a questão.
As manifestações, como sempre tem acontecido recentemente com as de direita, foram extremamente pacíficas, com velhos e crianças vestidas com as cores do Brasil, e muitas bandeiras monarquistas, viva Antônio Conselheiro! Afinal ele estava certo, enquanto as elites urbanas do país o chamava de lunático. Pode até ter sido, mas ele estava certo, bem mas isso é outra história. Mas fica a pergunta: Onde está o fascismo? Onde estavam os hinos, falanges militarizadas, e a exaltação do "grande líder"? Bolsonaro é e se comporta como um homem comum, justamente o que nossas "zelites" acadêmicas ou midiáticas detestam. Ademais, Marilena Chauí não disse odiar a classe média? Bem ela faz parte destas elites que foram responsáveis pelo desastre que se tornou o país, e que o homem comum quer, e vai mudar. Alguém duvida?
E é sempre bom lembrar que a praça é do povo, sem essa de demonizar manifestações populares. A pressão popular é ótima para a democracia, ao contrário dos que pensam que deve ficar restrita às elites políticas de sempre. E o povo é conservador, felizmente está lutando para abrir canais de comunicação e comando da sociedade, claro, de uma forma democrática e republicana. E ser de direita não é nem nunca foi ser fascista. Fascismo tem origem na esquerda,  totalitarismo também. A direita quer conservar os valores da família e da comunidade em detrimento do estado opressor. A respeito, a direita não tem nem partido, além de jornal, rádio e televisão. É preciso mudar este quadro, que será um longo processo., mas isso também é outra história que comentaremos depois. O bom é que o povo está de parabéns, e esta foi a primeira manifestação de liberais da nossa história. Muitos ditos cujos não gostaram. Se lascaram. Bem feito.

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