O contrato de Dias Toffoli com a Queiroz Galvão - COM O ANTAGONISTA

Houve crime, e dos mais graves


O juiz Sérgio Moro, contrariando Reinaldo Azevedo, vai aceitar a denúncia contra Lula.
O desembargador Aloísio de Toledo César explicou os motivos no Estadão:
“Neste momento tormentoso vivido por Lula, é compreensível que seus advogados e defensores entoem descontentamento com a denúncia pública feita contra ele, alegando ausência de prova material.
Na falta de argumentos que envolvam o mérito, compreende-se que usem tal estratégia de defesa, mas dificilmente convencerão o juiz quanto à ausência de provas, uma vez que são muito expressivos os indícios da conduta criminosa.
A denúncia que o Ministério Público faz contra Lula, causando impacto tão forte no País, está fundamentada num conjunto enorme e expressivo de indícios e circunstâncias, que permitem, pela indução prevista no artigo 239, concluir que houve mesmo crime, e dos mais graves...
Por mais que os defensores de Lula se apeguem à tese enganosa de inexistência de provas, buscando, quem sabe, convencer-se a si próprios, a finalidade do processo criminal consiste em provar – e provar nada mais é do que proporcionar ao juiz a convicção sobre a existência de um fato"

O contrato de Dias Toffoli com a Queiroz Galvão

Dias Toffoli foi contratado pela Queiroz Galvão.
O Valor teve acesso à procuração em que a empreiteira delega poderes a Dias Toffoli e a sua mulher, Roberta Rangel, para representá-la no processo do TCU que, desde 2005, investiga a suspeita de superfaturamento nas obras do aeroporto de Cumbica.
Quando o contrato foi assinado – continua a reportagem –, Dias Toffoli atuava como advogado.
“Ele tornou-se advogado geral da União em 2007 e ministro do STF em 2009 – alçado aos dois cargos públicos por indicação de Luiz Inácio Lula da Silva”.
O contrato com a Queiroz Galvão, aparentemente, continua válido.

Sem pai nem mãe

Josias de Souza, na segunda-feira, avisou que os deputados tentariam escapar da cadeia aprovando uma anistia para os membros da ORCRIM.
A pilantragem, felizmente, foi abortada ontem à noite.
O colunista do UOL comentou:
“Conforme previsto, surgiu na Câmara uma trama para colocar nos trilhos um projeto sobre caixa dois. O pretexto declarado é criminalizar a prática. O objetivo inconfessado é anistiar a bandalheira pretérita, concedendo perdão preventivo para a turma que conspira para ‘estancar a sangria’ da Lava Jato. O interesse real não é restabelecer a moralidade, mas assegurar que a imoralidade permaneça impune”.
Depois da sessão, Josias de Souza entrevistou o deputado Beto Mansur, que pilotou a manobra:
O projeto de 2007 foi pautado por requerimento de quem?
Ninguém quer ser pai dessa criança. Não sei.
Há um requerimento?
Esse projeto foi colocado na pauta. Não sou eu que faço a pauta.
O projeto vai voltar em outra sessão?
Desconheço o texto. Mas acho que houve uma reação do plenário a esse projeto. Tive que cancelar [a votação] porque não tinha acordo para poder continuar votando. Mas não conheço o texto. Quem conhece são os líderes lá.

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