REINALDO AZEVEDO: A FARSA DO "PRINCÍPIO DE INFARTO" DE GENOÍNO


21/11/2013
 às 16:41

Barbosa autoriza Genoino a se tratar em casa ou em hospital. Ainda não é prisão domiciliar

O ministro Joaquim Barbosa deferiu em parte o pedido da defesa de José Genoino, e ele poderá se tratar em casa ou em unidade hospitalar até que se tenha uma avaliação mais precisa sobre a sua saúde. Barbosa pediu que o boletim médico do IC-DF (Instituto de Cardiologia do Distrito Federal) lhe seja enviado tão logo produzido. Ainda não é prisão domiciliar.
O ministro fez o certo. O que me parece é que, dado o estado de saúde de Genoino, era imprudente que estivesse em casa, antes da decretação da prisão, não é mesmo?
PERGUNTA – Até quando os sites e portais continuarão a informar o “princípio de infarto”, que é uma expressão da medicina criativa? Ou Genoino teve um infarto ou teve outra coisa. O quê?
Por Reinaldo Azevedo

21/11/2013
 às 15:16

GENOINO – NÃO EXISTE PRINCÍPIO DE INFARTO; ISSO É UMA INVENÇÃO DA TIA DO ADVOGADO DO PETISTA!

Luiz Fernando Pacheco, advogado de José Genoino, afirma que ele sofreu um princípio de infarto. É mesmo? Torço, podem acreditar nisto, para Genoino se recuperar e fico, então, mais tranquilo. PRINCÍPIO DE INFARTO, LEITOR, NÃO EXISTE. É UMA INVENÇÃO DA SUA TIA, DA TIA DO PACHECO, DOS SEUS VIZINHOS, DO DIZ-QUE-DIZ-QUE. Ou existe o infarto, que infarto é — não um “princípio” —, ou existe outra coisa.
Como pode atestar qualquer médico — não sei o que diriam os cubanos de Dilma —, o infarto é uma obstrução da coronária, que provoca uma necrose no coração. Não existe uma “quase necrose”. A necrose não é como a verdade para o PT, que pode ser e não ser ao mesmo tempo. Genoino teve uma disseção da aorta, que é outra coisa. Podem pesquisar. Podem falar com doutores. O risco de o petista ter um infarto não é maior por isso;  é o mesmo do de qualquer outra pessoa nas suas condições: pressão alta, colesterol elevado e fumante. Segundo o advogado, Genoino passou mal e foi levado para fazer exames no Incor de Brasília.
Já recomendei aqui e volto a fazê-lo: Pacheco precisa tomar um pouco mais de cuidado ao falar com a imprensa. Ele já havia dado a entender que um perito médico recomendara a prisão domiciliar para Genoino. O doutor teve de deixar claro que era mentira. Limitara-se a relatar o estado do paciente. Pacheco esclareceu depois que havia apenas feito uma livre interpretação do laudo médico.
Agora, ele volta com a história do “princípio de infarto”, que, certamente, não lhe foi fornecida por nenhum médico — nem que a médica fosse a tia de Pacheco.
Reitero: Genoino está doente, sim, e sua saúde, sei de fonte certa, inspira cuidados. O que o PT faz, no entanto, com esse fato passa a linha do razoável. E o faz com a concordância do doente. O militante que assinou contratos fraudulentos de empréstimo agora endossa uma pantomima sobre a sua saúde. De novo para os que insistem em não tirar as patinhas dianteiras do chão: ele está doente, sim; o que é deprimente é o uso político que se faz disso. Bem, já vimos que nem o câncer intimida o PT, não é? Tanto o de Lula como o de Dilma foram parar no palanque.
Conforme este blog revelou ontem com exclusividade, Genoino — com a concordância do criativo Pacheco — dispensou o exame médico preventivo do IML na sexta, quando se entregou à Polícia Federal em São Paulo. Se a viagem a Brasília fosse desaconselhável, como se tenta sustentar agora, o exame poderia tê-lo indicado.
Jornalismo é precisão. A imprensa não pode sair por aí noticiando “princípio de infarto”. Daqui a pouco vai se dar a notícia da moça que está quase grávida. Que Deus e a medicina protejam a vida do petista. O que quer que venha a acontecer com ele, à diferença do que sustenta essa gente asquerosa, que transforma tudo em baixa política, não tem nada a ver com a decretação da prisão. Quem escreve é um fumante: o cigarro foi o grande inimigo de Genoino, não Joaquim Barbosa; a alimentação inadequada e a falta de exercício o agrediram muito mais do que a condenação. É hora de pôr um ponto final nessa farsa.
Por Reinaldo Azevedo

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