O GOVERNO ARMANDO


Algumas pessoas reclamam da administração Armando em Caetés. Bom, faz parte da democracia. A crítica é sempre salutar. Porém, devemos ressaltar que, tradicionalmente, as oposições costumam dar pelo menos seis meses para avaliar seus adversários. Em Caetés, querem que, com menos de dois meses de administração sejam resolvidas questões estruturais do município oriundas de um descaso de pelo menos duas décadas. Ainda mais, pelo que eu sei, não deixaram nenhuma pasta sobre a contabilidade do ano de 2012. Isto, não tem nem um papel. Estão sucateadas as escolas, os postos médicos e o hospital. Como não foi feito concurso, Armando teve que selecionar e contratar muita gente. Muitas destas reclamações vem de pessoas que queriam emprego. Como não dava para todo o mundo, muitos preteridos ficaram com raiva, isto é normal. Só que muita gente queria trabalhar sem qualificação. Tinha gente "dirigindo" escolas sem o primeiro grau completo.
Isto  será devidamente resolvido quando , provavelmente no ano que vem, Armando fizer o concurso. Aí valerá a meritocracia, ou seja, passa quem tiver competência. Num município onde uma das poucas instituições empregadoras é a prefeitura, milhares de pessoas brigam por qualquer emprego. Se o concurso já tivesse sido feito, nada de confusão. Porém, para segurar eleitores no cabresto, os antecessores de Armando deixaram as coisas chegarem a esse ponto. O engraçado é que um vereador oposicionista, na primeira quinzena de governo, bradava da tribuna da câmara pedindo o concurso. Só que passaram vinte anos no poder e não fizeram. Neste sentido também tem muita gente reclamando que trabalhou por mais de uma década, e nada de emprego ou mesmo direitos, pois eram todos contratados. Culpa de quem?  Do bispo?
Só um maluco pensava que rapidamente os problemas da cidade estariam resolvidos. É preciso tempo, e muita responsabilidade para administrar um município cuja situação era de abandono quase absoluto. Armando é um cidadão responsável, que vai trabalhar estritamente dentro da legalidade, e se alguns de seus auxiliares deixam a desejar, são mutáveis. Afinal, quando se entra numa guerra, não se pode evitar algumas baixas. Porém, com o tempo as coisas vão se normalizando. E o povão está compreendendo todas as dificuldades, pois passou por dias bem piores, com a discriminação, a perseguição de funcionários inclusive os poucos efetivos que restaram, e o descaso geral com o povo do município. Que tem como agravante a pior seca dos últimos setenta anos. Armando deve sim , melhorar sua comunicação com o povo, e mostrar, didaticamente, a situação em que encontrou a prefeitura. 

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