BENTO XVI FAZ POLÍTICA

Como era de se esperar, Bento XVI vai, e com muita força, influenciar na escolha do seu sucessor. Disse que não vai influir na escolha, mas como todo político matreiro vai, e muito. Já afirmou que luta contra as divisões na igreja, e vai agir no sentido de uma verdadeira unidade entre os católicos. Unidade, claro, sob a hegemonia dos conservadores, processo iniciado por João Paulo II, com a parceria incontestável do mestre da doutrina Bento XVI. 
Tudo indica que o novo papa será italiano, e de perfil predominantemente conservador, como deseja e luta Bento XVI. Ai ele poderá descansar satisfeito, sabendo que a igreja estará longe dos chamados reformistas, inclusive os da chamada "teologia da libertação", da esquerda católica. Aquela mesma que tentou misturar elementos do marxismo vulgar ao cristianismo, também vulgarizado. Ademais, ninguém jamais viu Jesus pregar a luta de classes , e a subsequente violência como "parteira da história". 
Também tem o caso da pedofilia, ainda não resolvida pela igreja, dado o grande número de clérigos homossexuais existentes na instituição. Certamente o remédio para isto, seria o fim do celibato obrigatório. Aliás, o Papa se queixa de não ter mudado institucionalmente a igreja no que toca ao processo de formação e de ordenação dos padres. Em se tratando da igreja católica as mudanças tendem sempre para o lado conservador, sobretudo dado ao crescimento das igrejas protestantes, sobretudo as de cunho pentecostal na América Latina, e mais especialmente no Brasil, nos últimos quarenta anos. Eles passaram de 4% para 20%, e tendem a crescer. Seria preciso, dentre outras coisas, aproximar mais os católicos das famílias, sobretudo nas periferias dos grandes centros urbanos.
Porém, logo saberemos do resultado. Quanto mais rápido om enclave melhor para o papa renunciante. Assim ele teria como certa a continuidade do que ele chama de "verdadeira renovação da igreja" que seria a consolidação da continuidade do conservadorismo na igreja. Afinal, quando esteve no Brasil Bento XVI afirmou que "não queria quantidade, mas qualidade do rebanho". Vamos ver o desenrolar dos fatos, mas a politica ferve nas entranhas da igreja, tal qual em quaisquer outras instituições. E como qualquer político, o papa age com frieza e determinação Como os grandes estadistas, pensa a longo prazo. Queiram ou não os idiotas da objetividade, a política está em todos os lugares. Corroborando a velha tese do velho filósofo grego Aristóteles que dizia que "o homem é um animal político". E como! 

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