TERRORISTA É HERÓI?



Carlos Marighela não só defendeu a luta armada, como o terrorismo. Na época, desiludidos com o PCB, já rachado depois das denúncias de Kruchev sobre os crimes de Stálin, no XX congresso do estão todo poderoso PCUS (partido comunista da União Soviética) nos idos de 1956 muitos comunistas partiram para o confronto armado. Claro, as denúncias esconderam mais do que revelaram, pois foi apenas a ponta do iceberg, dos terríveis crimes contra a humanidade do stalinismo. Algo em torno de trinta milhões de almas, embora haja controvérsias para mais. Os denunciantes de certa forma participaram, pois eram integrantes do regime, e colaboradores de Stálin. Quem não era, e até quem nada tinha com a história, estava passível de ser executado. Milhões de inocentes foram barbaramente mortos , geralmente de tortura e inanição nos campos gelados da Sibéria. Aliás, os comunistas, quando aprisionados pelo czarismo, iam estudar marxismo na prisão. A maioria saía viva. Nos tempos de Lênin e Stálin isto era quase impossível. Em outras palavras, o tzarismo era brinquedo diante do que viria depois. Mas as denúncias de Kruchev foram o primeiro grande cisma no monolito comunista. No Brasil, Agildo Barata, pai do comediante Agildo Ribeiro, quando soube da notícia, teve uma crise de vômito, tal era a sua crença no stalinismo. 
As denúncias do então todo poderoso presidente do  PCUS, fez rachar as esquerdas, e deste racha saiu o PC do B. Este continuou stalinista, acusando o PCUS de revisionismo. Depois se tornariam maoístas. Agora, junto com o PT assaltam o estado. Mas isso é outra história. 
Na América Latina teve a revolução cubana. Uma revolução cinematográfica, como diria Eric Hobsbawm, feita por jovens, cabeludos e barbados, que derrubaram o carcomido ditador Fulgêncio Batista. Como as esquerdas européias estavam já desde muito desiludidas com o comunismo oficial, voltaram-se para o terceiro mundo, e outros como Jean Paul Sartre, para o maoísmo chinês, talvez pior em crueldade do que o próprio stalinismo. No Brasil, muitos deixariam o velho PCB, alinhado com a política de Moscou, que já nada tinha de revolucionária, e seguiram o "modelo" da revolução cubana. Daí surgiriam, no limiar dos anos sessenta, muitos grupos de esquerda, alguns defendendo a luta armada e o terrorismo. Dilma foi uma dessas. Marighela também . Nunca foram democratas, aliás desprezavam a democracia, chamando-a de burguesa. Para estas pessoas, a democracia teria apenas um valor instrumental ou seja, serviria para preparar as massas para a tão sonhada ditadura do proletariado. Graças a Deus este sonho nunca se realizaria.
Como sabemos, o terrorismo é a antítese da política, cuja principal característica é a palavra, desde quando se pensou em democracia na Grécia Antiga. Quem atira, incita seus oponentes a fazerem o mesmo. Aliás o próprio Marighela tem um manual de guerrilha urbana que ainda é utilizado por terroristas do mundo todo inclusive a organização Al Quaeda, do triste Ozama Bin Laden, felizmente morto pelos norte-americanos. É este cidadão que querem transformar em herói? Parece Piada, mas ele foi anistiado, e reabilitado, por pessoas que o consideram um autêntico revolucionário e um "herói nacional". Pode? Anda mais, seus familiares devem receber do estado indenização, talvez pelas pessoas que ele matou, em confrontos, de assaltos a bancos, ou mesmo de execuções sumárias. Já as pessoas que ele assassinou, ou matou, continuam no esquecimento. Só no Brasil do PT. Uma vergonha. Para mim não ,passa de um terrorista assassino. Só. Suas ações deviam ser condenadas, como também dos agentes que participaram da repressão durante os anos mais duros do regime militar.  

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