Ele voltou com tudo e esta semana promete ser quente!

Reportagem da revista 'Veja' desta semana revela que o ex-presidente Lula procurou o ministro Gilmar Mendes, do STF, para chantageá-lo e tentar adiar o julgamento do Mensalão em troca de blindagem do ministro na CPI do Cachoeira, por causa de uma história que circula naquela comissão de que Gilmar Mendes teria viajado até Berlim, na Alemanha, em companhia do senador Demóstenes Torres em um avião cedido por Carlinhos Cachoeira. A conversa de Lula com o ministro teria acontecido no dia 26 de abril, no escritório do ex-ministro da Justiça Nelson Jobim, em Brasília, e que também foi presidente do STF.

Segundo a revista, Lula teria dito a Gilmar Mendes que seria melhor julgar o Mensalão após as eleições municipais de outubro, e aindadisse  que iria conversar com outros ministros do Supremo, o que deve estar fazendo. Lula é Lula, não se esqueçam. Líder do governo mais corrupto da história brasileira e, mesmo assim, intocável, incólume, inimputável, quase santo
Segundo 'Veja', a reação de Gilmar Mendes foi bastante dura: ''Fiquei perplexo com o comportamento e as insinuações despropositadas do presidente Lula!"  
Gilmar confirma a conversa e a viagem, mas diz que pagou todas as despesas e tem como comprovar. A reportagem diz também que Gilmar Mendes ouviu de Lula detalhes da estratégia que usaria para fazer o mesmo pedido a outros ministros do STF. Ele se encarregaria de orientar o amigo Sepúlveda Pertence, atual presidente da Comissão de Ética Pública da Presidência, para conversar com a ministra Cármen Lúcia, que teve Sepúlveda como padrinho da indicação dela para o Supremo. É bom lembrar que quando era presidente, Lula foi responsável pela indicação de seis dos onze atuais ministros do STF. Deu pra entender agora quais eram os propósitos
Quando digo aqui que o STF é um escritório de advocacia do PT, agastam-se comigo. Para neutralizar o Mensalão, do qual ele escapou por falta de coragem dos oposicionistas e do puxa-saquismo de outros tantos corruptos, Lula chutou para escanteio aquilo de decência que ainda podia ter. Para ele, o ministro Dias Toffoli, um dos indicados por ele, mesmo tendo sido advogado do ex-presidente e do PT, não tem que se declarar impedido de julgar a turba: ''Eu já disse ao Toffoli que ele tem que participar do julgamento''. Vejam que isenção!

À revista, Nelson Jobim confirmou o encontro no seu escritório, mas se limitou a dizer que a conversa foi em tom amigável. Quanto a Lula, não respondeu à Veja. Nem vai. Mas de uma coisa não resta dúvida: Lula ainda é o mesmo de sempre e, desta vez,  aplicou uma tremenda chantagem pra cima de Gilmar Mendes.

(do blog de Hadriel Ferreira)

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