É preciso promover de vez a inclusão do negro na sociedade brasileira. Em todas as estatísticas os negros perdem. Por isso é preciso agir para acabar com as disparidades. Isto deve ser uma luta permanente, não só dos negros , mas de toda a sociedade. Porém, o melhor remédio para superar tudo isso é o velho capitalismo. Só com investimento , sobretudo no capital tecnológico, é que podemos de fato abolir as diferenças. Em outras palavras, educação, e ação afirmativa. Com o desenvolvimento econômico das últimas décadas, milhões de negros foram incluídos nas classes médias. Somos um povo miscigenado, étnica e culturalmente. Felizmente, podemos nos tornar , como nos sonhos de um Gilberto Freyre, ou mesmo de um Darcy Ribeiro, numa grande nação mestiça. Apesar das desigualdades, não temos conflitos raciais, ou seja, segregações. Seria preciso defender a mestiçagem, criando políticas que apontassem contra a discriminação. Creio que não é com cotas para negros que vai se resolver o problema. Seria como se o estado pudesse tudo. Até os juízes da suprema corte, posam de libertadores da pátria. Só com educação de qualidade para todos, e um clima de abertura, não só a investimentos, mas sobretudo à inovação tecnológica. É preciso adequar todos para os desafios de uma sociadade competitiva em termos globais. As universidades devem ser centros de excelência técnica e científica, onde o que deve prevalecer é a meritocracia. As cotas ferem os principais preceitos de isonomia perante ao estado. Ademais, como definir os negros no Brasil? Pela cor da pele, ou pela cultura? Pretos mesmo, ao que me parece, só uns quatro por cento, isto sem levar em conta os aspectos culturais, de suma importância. Por isso, estas leis,  colocam em perigo a integração, sobrepondo à segregação. Somos um país mestiço. Com a integração, resultante do crescimento do capitalismo nas últimas décadas, a mestiçagem se acentua. Sobrertudo porque o capitalismo tende a priorizar a meritocracia sobre quaisquer outros fatores. Se não, não teria sobrevivido até hoje. E, ademais, tudo deve ser ampla e permanentemente discutido, não?

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