A partir da eleição para prefeito, os caciques se articulam visando o emaranhado de possibilidades, no quadro das eleições para os governos estaduais e para presidente. Em Pernambuco os palanques se armam, com Eduardo e seu escolhido, contra o PT e o representante do que seria parte da burguesia nativa, mais voltadas para  o setor industrial e de serviços. Todos contra a possibilidade de ascensão do PT, o que seria realmente um atraso de vida. Aliás, os programas de Eduardo, Armando Monteiro, Jarbas e até o DEM, em pouco se diferenciam. Querem desenvolver o capitalismo local, voltado para os mercados globais, sobretudo considerando as vantagens da nossa região, do ponto de vista geográfico. O PT é um partido cada vez mais ligado às corporações, sejam estatais ou privadas, defensores do estatismo em todos os sentidos, e do assistencialismo. Ou seja, as diferenças são pontuais, digamos.
Se o PT ameaçar, todos podem se unir. Todos, razoavelmente, não gostam do autoritarismo do partido, nem tampouco de suas idéias econômicas, e hegemônicas no campo político.
Se o PT estiver fraco, como até agora, deve ficar a reboque de Eduardo, apresentando , pelo menos o vice. Com muita sorte. Será um jogo de profissionais, como aliás deve ser na política. Vamos ver a dança dos atores, como diria meu velho professor e amigo Jorge Zaverucha, que faz tempo que não vi.

ARMANDO MONTEIRO



Sempre quis ser candidato, a há anos trabalha por isso, o que é um dado positivo, a vontade política. Se coloca como representante da burguesia industrial e de serviços, e é um bom quadro para dirigir o estado. Não pensa a política e a economia muito diferente de um Jarbas , ou mesmo Eduardo, o que é um ponto extremamente positivo. Pode se coligar com Eduardo, bem como, tentar disputar, junto com a oposição. Para ele existem várias possibilidades. Aliás, o futuro, só Deus sabe. Mas é a política que impera. Menos mal.

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