FHC E EDUARDO CAMPOS

Mesmo na "reserva", vamos dizer assim, Fernando Henrique continua na ativa no que se refere às articulações políticas. Liberou Aécio Neves para se posicionar como a liderança do PSDB na oposição, e flerta com Eduardo Campos, governador de Pernambuco, que tenta ser protagonista da política nacional. Aliás, em outras palavras, ele deixou a entender que Eduardo Campos teria, digamos assim, mais vontade de poder do que Aécio, podendo mesmo, como alternativa ao lulo,petismo, ser o cabeça de chapa das oposições. Isto na perspectiva de Lula não entrar  no páreo, dada a amizade de Eduardo pelo mesmo, consubstancida pelos pesados investimentos no estado de Pernambuco efetuados pelo ex-presidente. Claro, tudo não passa de especulações. Eduardo está de ego amaciado, digamos assim. Fernando Henrique é bom nisso, com sua educação e maturidade política. O certo é que todos, ideologicamente, digamos assim, são, se não iguais, muito parecidos, com perspectivas social-democratas. Ou seja, capitalismo com preocupação social, leia-se, assistencialismo de estado. Porém o Brasil precisa mesmo é de um grande partido liberal e conservador. Ainda é preciso, desde anteontem, fazer uma séria reforma no estado, desonerando sobretudo quem produz e trabalha. Em outras palavras, desmontar o estado cartorial brasileiro, uma tarefa de gigantes, e verdadeiramente revolucionária. Afinal chega do mesmo. Ou desoneramos nosso capitalismo, ou vamos ficando para trás na produtividade, fruto de pesquisas com um sistema que permita e facilite a inovação em todos os sentidos. O debate político ficou meio chôcho, pois as forças políticas que disputam o poder são idênticas. Tem que aparecer alguém que proponha a privatização, inclusive de vacas sagradas como o Banco do Brasil e a Petrobás, e abra de uma vez a infrastrutura para a iniciativa privada, sobretudo a estrangeira. É preciso urgentemente incrementar o desenvolvimento das forças produtivas no país. O que o Brasil precisa é de capitalismo. O resto é farofa.

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