Essa já era de se esperar:

A Freedom House, uma instituição estrangeira que mede a liberdade de imprensa pelo mundo, classificou o Brasil  como apenas “parcialmente livre”, no seu relatório anual sobre esse assunto. O nosso país ficou na 89ª posição dentre os 196 países existentes no mundo, segundo o Almanaque Abril. O Brasil ficou atrás de nações que viveram sob o jugo comunista como Estônia (19º), República Tcheca (24º), Lituânia (35º), Hungria (42º), Eslováquia (43º), Polônia (49º), Eslovênia (53º), e Letônia (56º). Estes receberam a avaliação  de “livres”. Até aqui no Ocidente, o Brasil perde para nações pequenas ou pobres como a Jamaica (16º), Costa Rica (28º), Bahamas (30º), Belize (33º), República Dominicana (40º), Suriname (44º), Trinidad e Tobago (45º), Chile (67º) e Guiana (68º), também todos eles classificados como “livres”. 
Mas o que torna a avaliação brasileira pior do que há anos atrás? 
Elementar, caro leitor: as tentativas de implementação de leis de “controle social” da mídia e de criação de um conselho federal de jornalismo; tudo eufemismo para a velha e burra censura. Alguns acontecimentos evidenciam isso: a proibição ao jornal O Estado de São Paulo sobre o escândalo de corrupção envolvendo os Sarneys, também  o caso do jornal Debate, de Santa Cruz do Rio Pardo, que foi obrigado a pagar o equivalente a trezentos mil dólares a um juiz local por ter denunciado que o mesmo vivia em uma casa paga pelo município e que mantinha um telefone de uso oficial ilegalmente dentro dela; e outros casos envolvendo ameaças, surras e até mesmo assassinatos de jornalistas ou de seus entes queridos. E, como não poderia deixar de ser, há a influência direta dos petistas: além do assédio contínuo à imprensa, os petistas também atacam pelos flancos ou pela retaguarda: o relatório da Freedom House relata o caso do jornal Diário do Grande ABC, que foi impedido pela justiça local de publicar denúncias de má gestão das escolas públicas de São Bernardo do Campo depois que Luís Marinho, o atual prefeito e ex-ministro do Trabalho do presidente Lula, um dos figurões dos sindicatos e do PT, ter reclamado que o jornal estava procurando arranhar a sua reputação. Isso mesmo, vocês leram direito: um petista preocupado com a reputação. Só com a proximidade do Natal é que isso acontece...
Mas por que o governo tenta achacar, assediar, constranger, desqualificar a mídia, se ela foi-lhe tão importante, tão generosa e hoje ainda lhe é tão servil? Todos sabem, apesar de não admitirem, que o PT valeu-se muito bem dessa mesma mídia quando estava fora do poder. A imprensa livre que hoje está na mira do partido e do governo era lida nas tribunas, exibida ante as câmeras de TV e reproduzida nos microfones das emissoras de rádio. Por quê? Porque veiculavam denúncias que serviam muito bem às suas intenções. Quando chegou a vez de mostrarem a que vieram, os ''salvadores da pátria da estrela vermelha'' puseram fim à lua de mel. Rotularam a imprensa livre de entreguista e golpista, apenas porque essa imprensa mostra-nos os seus podres e contradições. 
A boa mídia não é bajuladora nem vendida aos governos. Não é aquela paga para elogiar, como tantos querem. A crítica está ficando difícil no Brasil. Quem não gosta do governo é entreguista, anti-patriota, e outras bobagens mais. A liberdade para discordar e apontar os erros do governo é fundamental para um país. Não é apenas eleições que mostram se um país é democrático ou não. A liberdade dada a um povo para escolher os políticos é a mesma que ele deve ter para poder discordar deles e criticá-los. Cuba, Rússia, Venezuela e Irã realizam eleições,  que não significam muita coisa. E o nosso governo os admira e aprende rápido...
 
Autor: hadriel ferreira

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