PERÍODO DE INCERTEZAS





Uma das características da história é a sua irrepetibilidade. A cultura, antes tribal, depois restrita aos impérios regionais, com a internet, de fato se globaliza. Os povos árabes tem fome não só de liberdade da opressão presente, mas também da opressão religiosa. A revolução islâmica sofre cataclismas em seu interior. Se não fosse pela brutal repressão da teocracia, possivelmente o regime islâmico do Irã seria derrubado. Aliás, a base mais sólida do governo está nas aldeias, que são os grotões de lá. Que passaram a ser mais assistidas com a tomada de poder pelos aiatolás. O velho e carcomido Xá, Reza Parlevi, desprezava estas regiões. As revoltas, desde tempos imemoriais, acontecem, claro, nas grandes cidades, e o fenômeno da urbanização é mundial, desde o nascimento e expansão do velho capitalismo. Justamente, na segunda metade do século XX o fenômeno se irradiou na periferia do sistema. E a revolução das informações fez o resto, afinal, ninguém quer voltar ao feudalismo, ou mesmo o velho patriarcalismo. Em outras palavras, os jovens mulçumanos querem, ao que parece, modernidade. Inserção na aldeia global. Queiram ou não os reacionários de todo o planeta, isso veio para ficar. Aliás, é muito difícil manter regimes fechados com o avanço dos meios de comunicação, como a TV e a internet. Se conseguirem formalizar governos republicanos, separando religião de governo, o oriente também poderá ser democrático, mostrando ao mundo a exuberância de sua milenar cultura, que tanto contribuiu para o próprio desenvolvimento cultural do ocidente até meados do século XV. Vamos acompanhar atentamente o desenrolar dos acontecimentos, pois cada país é diferente, e paira sempre no ar a ameaça do fundamentalismo religioso, uma tremenda regressão histórica. Ademais, quem, disse que a história anda sempre para frente? As regressões históricas também fazem parte da aventura humana na terra. Quem duvida?



CONFUSÃO GERAL



No momento, nas revoltas nos países mulçumanos, ninguém sabe quem é quem. Ou seja, quais os principais atores no cenário das mudanças necessárias. No Egito, o exército segura a barra. Na Líbia não tem nenhuma força organizada, e as revoltas vem das periferias das cidades e das aldeias. Os fundamentalistas estão à espreita. E se o movimento descambar para a Arábia Saudita? Ninguém sabe, ninguém pode prever. Os Estados Unidos, mantenedores destas ditaduras, tendem a acompanhar o processo apostando agora em reformas democráticas e constitucionais. Mas foram eles os apoiadores destes regimes, daí sua impopularidade na região. Agora o Egito permitiu ao Irã fazer manobras no Canal de Suez, permissão antes negada. Uma vitória dos fundamentalistas faz arrepiar os cabelos de todo o mundo. Como se comportará Israel, completamente isolado? Mais do que já está?

2 comentários:

  1. TODO GROTÃO É BOM PARA SAFADOS E CORUPTOS, VEJA SÓ AKI CAETÉS...
    FARRAS COM DINHERO, POVO TROXA, MASSA BURRA DMAIS.
    ISSO FAZ BEM AOS POLITICOS NÃO É?

    ResponderExcluir
  2. Muitas vezes as pessoas não medem as palavras para comentar nos blogs " quem muito fala o que quer escuta o que não quer"

    ResponderExcluir