JUSTIÇA E POVÃO


É fundamental para o processo de consolidação democrática, a democratização do judiciário. Em síntese, menos palácios, e mais comarcas. Mais juízes e promotores, agilização nos processos, acesso direto e rápido dos pobres à justiça. Com a instalação das comarcas, as pessoas simples do interior vão reclamar, muitas vezes contra o autoritarismo de supostas “autoridades “ municipais, buscando seus direitos, e cidadania. Esta prática se consolida quando da instalação de comarcas nas pequenas cidades, sobretudo quando os impedimentos burocráticos são menores, tornando o acesso mais fácil. Claro, como sabemos , o caminho ainda é longo, mas a luz no fim do túnel é esta.

DEMOCRATIZAÇÃO DA JUSTIÇA


A democratização da justiça coíbe a ação dos tradicionais agentes dos donos do poder, que, por motivações políticas, querem privatizar – partidarizar – o que é público. Como por exemplo na prestação de serviços essenciais, como a prestação de socorro por ambulâncias ou na aquisição de remédios ou exames na rede pública de saúde, ou mesmo num transporte oferecido pelo poder público, geralmente partidarizado. Como sabemos, muitos direitos plenamente adquiridos, são oferecidos como favores do mandante político em questão, reforçando o velho clientelismo de guerra. Que existe em todas as esferas sociais, mas atinge mais em cheio os pobres, estes mais manipuláveis naturalmente. Com o acesso à justiça, o povo fica mais, digamos, sabido, encontrando canais para suas mais do que justas reinvidicações. Lembre-mo-nos sempre que possível do personagem Fabiano do lendário romance de Graciliano Ramos Vidas Secas, e a opressão policial contra os pobres de sempre.



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