Certa vez, num debate com estudantes e professores de história e geografia da UPE-Garanhuns, aonde ensinei uns tempos atrás, levei uma sonora vaia quando afirmei provocativamente qua a influência do Brasil na política externa mundial, seria semelhante a do íbis no campeonato pernambucano. Depois da vaia, expliquei a irrequieta platéia que a influência do país na política internacional, corresponseria ao seu poderio econômico e bélico. E o Brasil não preenchia, estes dois fatores básicos. Com a crise econômica mundial, e o surgimento da China no cenário internacional, o mundo mudou, e o Brasil, juntamente com países como a Índia, e principalmente a China se destacaram como emergentes. Sobretudo porque o Brasil é um grande exportador de comodittes, produtos primários e agro-pecuários, grosso modo. Agora o Brasil é um novo rico, podendo participar com mais ênfase, num mundo que tende a multipolaridade. Só que o Brasil, ao invés de aproveitar melhor estes novos espaços, fez tudo errado, com uma política externa ridícula, digna de um íbis nos seus melhores, ou piores tempos. Com a política externa lulista, nosso país não ganhou nenhuma. Foi ridicularizado no Oriente Médio, e no Irã. Não resolveu, nem mediou nenhum conflito na Amárica Latina, ficando submetido a política chavista. E o pior, além de ter enterrado a ALCA, distanciou-se significativamente dos Estados Unidos, enquanto a China reforça as relações economicas com àquele país.
Aqui na América do Sul, apóia as FARC, um grupo terrorista que desde há muito, atua em conluio com o narcotráfico, pratica sequestros e tortura gente como nunca se viu nem na ditadura, e comete atentados de todos os tipos há mais de quarenta anos, quando foi fundada com o objetivo de fundar uma sociedade socialista. Isto depois de mais de uma década da queda do muro de Berlim. Estes bandidos atormentam a pobre sociedade Colombiana, que tenta sair do atraso pela via democrática, como no Brasil. Além do mais, é sempre bom lembrar que o terrorismo deve ser derrotado à bala, pois terroristas não querem conversar. E a política é essencialmente o poder da fala, da palavra, o principal instrumento que baliza a condição humana, que é interagir, influenciar, dentro de uma perspectiva essencialmente democrática. Quem luta contra a democracia, pela ditadura, sequestra pessoas, e se recusa a participar do jogo democrático, deve ser combatido à bala. Como, dar apóio a um grupo destes, e ser completamente antipático com o governo constitucional ca Colômbia? Ainda mais que, como sabemos, o tiranete Hugo Chávez dá apoio logístico a este grupo, abrigando-os no território Venezuelano, e se armou até os dentes, com a enorme compra de armas, sobretudo da Rússia, o paraíso dos mafiosos. Que aliás, esta máfia foi oriunda do velho e caercomido partido comunista da extinta União Soviética, que há mais de setenta anos escravizou e assassinou milhões de pessoas.
Foi bom o candidato a vice-presidente o desconhecido Índio da Costa desmascarar e denunciar ao povo brasileiro as estreitas ligações do governo petista com as FARC, quando se sabe, que até emprego a candidata governista arranjou para uma mulher de um dos dirigentes das FARCs, no ministério da pesca. Isto o povo precisa saber. Quanto o Brasil perdeu com esta ridícula política externa? O povo precisa saber.

DIREITA, ESQUERDA

É cada vez mais anacrônica esta divisão que veio da Revolução Francesa. Dizem que a esquerda é progressista e a direita é conservadora. Pois bem, Fidel Castro é progressista? Sarney também? E Hugo Chávez? E os dirigentes do Hamás, juntamente com os aiatolás iranianos? Ferreira Gullar é conservador? E Marco Maciel? E Fernando Gabeira? E Obama?
Lula é de esquerda? Que esquerda? Aliás, a direita foi tão desmoralizada desde a época da ditadura, que hoje ninguém se afirma como tal. Ainda mais, a direita cleptocrática está mais ativa como nunca. Aliás, grande mesmo é o partido dos ladrões, sejam tinturados de azul ou mesmo de encarnado. Eu mesmo quero me considerar de direita. Por que não ser de direita? É pecado? Meu avô, Fausto Souto Maior era de direita, e estava completamente correto, diante dos seus inúmeros tresloucados filhos esquerdistas. Um defensor da propriedade privada, do liberalismo político e conômico. Ria internamente do esquerdismo filhos. Onde estiver, deve estar rindo até hoje, não é vovô? Que olhava para mim e zombeteiramente dizia baixinho. “ Este aí é cor de rosa”.

3 Comentários

  1. Perfeito, professor!!! Li, essa semana, no blog do Olavo de Carvalho, um belíssimo texto a respeito do fato de que a direita no Brasil precisa, de novo, mostrar sua cara, defender suas posições, pois tá ficando um vazio ideológico grande e está sendo brutalmente ocupado pelo petismo e as ideologias fracassadas da esquerda sem rumos. Tal texto vem a calhar com seus argumentos e indagações feitos acima, maravilhosamente explanados. O Olavo citou exemplos de políticos de direita como o Bolsonaro e o Enéias, que defendiam posições tidas como conservadoras e obtiveram grande notoriedade, além de expressivas votações, deixando claro que a sociedade é conservadora, falta-lhe apenas algo pra lhe dá suporte e permiti-lhe voo. Também foi levantada a questão de haver, hoje no mundo, uma ampla mobilização política para a implantação de um ''Governo Mundial'', gostaria que o senhor escrevesse algo sobre esse assunto. Teria respaldo, ou seria só mera especulação?
    Vou lhe passar o Blogtalk dele, direto dos EUA.
    Obg, professor. É um privilégio poder contactá-lo e ler os seus lúcidos textos.
    http://www.blogtalkradio.com/olavo

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  2. O que o lulismo prega mundo à fora é rídiculo e cômico, seu patrono, até então "Presidente da República" acha-se o "Dono do Mundo" e espalha uma imagem ingênua de que tudo pode, mesmo que seja tomar a frente de decisões importantes como a questão do desarmamento nuclear. Até em fazer aliados que espalham terror em toda parte,não passa de um macaco-prego. O Brasil em si é insignificante perante os demais países, tem muito que aprender com os grandes. Isto é digno de prestígio e exaltação, não a micagem rotineira que vemos nos jornais e revistas.

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  3. Professor, gostaria que o senhor esclarecesse o fato de que, após a ruína do socialismo na URSS, que era uma economia planificada, surgiram de uma noite pro dia dezenas de bilionários na Rússia. Como isso foi possível se teoricamente, não havia propriedade privada no país?

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