A abstenção ganhou, bom sinal. - Rafael Brasil


 Esta eleição mostrou a falência de nosso modelo político, se é que podemos chamar isso de modelo. A abstenção e o voto nulo permearam a votação das grande cidades, superando com folga o número de votantes. E como há décadas precisamos de reformas, a reforma política espera na fila, aliás é o que dizia o ex senador Marco Maciel, lá atrás.

Primeiro o voto defvia ser facultativo, ademais é uma contradição a obrigatoriedade do voto com a noção de liberdade, inclusive em não votar. E depois o voto distrital barateando as campanhas que se tornaram coisa de rico ou mafioso, dentre outras medidas.

Esta eleição não foi boa nem pra direita nem pra esquerda. A direita carecendo de partidos, digo no plural. E a esquerda em decadência porque perdeu o discurso, mas está agregada em todas as instituições do estado. Não é possível não ter candidatos mais ou menos sólidos nas grandes cidades. Digo sólidos ideologicamente, claro, popis o povo conservador precisa de reepresentantes à altura.

Também temos o baixíssimo nível dos políticos, refletindo o baixo nível cuiltural do país. Na eleição do Recife, os debates perderiam para os embates da política estudantil na Católica dos anos 80. Uma lástima, com pessoas completamente despreparadas, no páreo porque finhos de oligarquias, no nosso caso a de defuntos Arraes e Eduardo Campos, de triste memória para o estado.

Bem, mas diria que tudo é um processo. É preciso formar novos quadros políticos com partidos , digamos, cada vez mais orgânicos, como diria Antonio Gramsci. E vamos ver como se comportam os atores políticos com o processo de formação de novos auadros políticos. Para isso é preciso partidos. Sem eles nada feito. Para a esquerda isso é o óbvio, mas a direita tem que aprender. E aprender é conhecer o inimigo, dentre muitas outras coisas, alguém duvida?

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