Delação de Cabral vai pegar o judiciário - Rafael Brasil

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A delação do ex governador do Rio, Sérgio Cabral, vai pegar não só políticos, mas muitos membros do judiciário, e das altas togas, estaduais e federais. De fato, a lava jato pegou políticos, o mega esquema de corrupção na petrobrás, que aliás devia ser privatizada, mas falta a cereja do bolo: O judiciário, que até agora saiu incólume deste processo contra a corrupção que certamente vai levar muito tempo, até mudanças institucionais importantes, que dependendo da pressão popular, e da nova constituição do congresso, podem sair. Até lá o caminho será longo e tortuoso.
Segundo Edson Fachin, a delação vai pegar uma poderosa rede de corrupção envolvendo o poder legislativo, o judiciário e o ministério público. Ademais a ação conjunta levada a cabo pela maioria corrupta do STF foi para estancar o processo, soltando muitos criminosos, sobretudo da política. Agora o judiciário, afinal Cabral, com mais de 200 anos de prisão não teria outra saída.
Em setembro Toffoli vai sair da presidência do STF dando lugar a Luiz Fux, considerado um dos linhas duras do tribunal. Além disso Bolsonaro vai nomear um novo ministro no lugar a Celso de Mello, que arregou em prol da parte leniente com a corrupção.
Também este semestre tem a questão da votação pelo congresso da questão da prisão em segunda instância, que os parlamentares tentam protelar ao máximo, dado o grande número de indiciados por corrupção no congresso, a começar pelos presidentes da câmara e do senado, Rodrigo Maia e David Alcolumbre.
Vamos aguardar e torcer, afinal ainda falta muito para o país ser realmente passado à limpo. O importante serão mudanças institucionais, mas com esse congresso é difícil, afinal é parte do establishment podre de sempre que luta para se manter no poder.
Se a economia estiver bem, com as reformas administrativa e tributária, o presidente poderá fazer uma forte bancada, aí o jogo pode virar. Que Deus proteja nós, o povo brasileiro. Saravá!

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