CONGRESSO, CONFRARIA DO ATRASO NACIONAL - RAFAEL BRASIL

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Claro, não existe democracia sem congresso. Ademais o congresso significa a representação popular para legislar, em outras palavras, criar, ou ajustar as leis seguindo as mudanças da sociedade, tudo na mais estreita observância da constituição. E existem evidentemente questões constitucionais que não podem ser mudadas. Por exemplo o congresso não pode mudar à constituição implantando um regime autoritário, ou seja, fora da observância das questões democráticas.
Porém nossa constituição, a chamada constituição cidadã, foi concebida com o excesso de regulamentações, apontando, digamos assim, para a construção de uma sociedade com perfil social democrata, com imensas atribuições do estado, como se o mesmo fosse uma abstração metafísica. Como diria Roberto Campos, nossa constituição visava distribuir uma riqueza inexistente, afinal só se pode redistribuir o que se tem, afinal. Sarney, que sempre foi um dos maiores bandidos na nossa república disse que a nossa constituição tornara o Brasil ingovernável. Nem sempre bandido está errado, afinal.
Em poucas palavras, temos uma constituição estatista, quando um ano depois em 1989 caiu o muro de Berlim, ou seja, a falência do modelo comunista de tipo soviético, com estatização total da economia e da sociedade.
Na política, há décadas que precisamos de uma ampla reforma, já dizia sempre o nosso Marco Maciel. Mas nada foi feito, e sempre temos a urgência das questões econômicas, de um estado sempre prestes a quebrar. E neste cenário nosso congresso é repositório de uma política viciada, onde a estrutura político partidária só favorece a cleptocracia, ou seja quem tem dinheiro. Hoje até vereador tem séquito , afinal. Sobra quase nenhuma margem de manobra para o cidadão honesto de candidatar com êxito. Bolsonaro só foi eleito graças à mobilização popular através das redes sociais, como sabemos. 
Neste quadro o congresso é um dos principais repositórios do atraso nacional. A grande maioria dos deputados e senadores foram eleitos com as velhas máquinas partidárias movidas à propina. E são eles que querem manter o velho status quo, juntamente com o estamento burocrático do estado, resguardados pelo judiciário, sobretudo as altas instâncias, os STF da vida.
Tudo que o governo tenta fazer de positivo, trava no congresso, ávido de cargos e , claro, verbas pra roubar. Ainda vem figuras como Rodrigo Maia e David Alcolumbre, presidentes da câmara e do senado, dizerem com a cara mais lisa que eles são protagonistas das mudanças no país. O primeiro um reles deputado que se elegeu com pouco mais de cinquenta mil votos no estado do Rio, e o outro eleito senador pelo Acre, estado que nunca devia deixar de ser território.
Resta ao presidente tocar a agenda econômica e formar um grande partido, este realmente precurssor das verdadeiras reformas, como na questão da violência e da corrupção, endêmicas no país. Este ano teremos propostas sérias de reforma tributária e administrativa, rumo à modernização do país rumo ao capitalismo. 
Vamos ver o que vai passar. Enquanto isso a má vontade, afinal essa gente só tem chance se o governo falhar totalmente. Para desespero dessa turma isso não vem acontecendo. Saravá!


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