COMUNISMO SOVIÉTICO, SOCIEDADE DESIGUAL E TOTALITÁRIA - RAFAEL BRASIL

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Depois de cerca de meio século de comunismo, e 35 milhões de mortos, nos anos 70, o padrão de vida na ex União Soviética era o mesmo de um operário americano na década de 20. As habitações do povo eram as piores dentre as nações industrializadas. 
Apenas um russo entre quarenta possuía carro. A alimentação do povo era deficiente, existia uma enorme escassez de alimentos, e as filas em mercados em cidades como Moscou era constante. Todos sempre saíam de casa com alguma sacola pra comprar produtos que por ventura estivessem à disposição no momento. Mas de 260 milhões de habitantes, cerca de 15 pertenciam ao partido, esses eram os privilegiados. Pertenciam às classes governantes, mas cerca de trezentos mil por ano não renovam a preciosa carteirinha do partido comunista. 
Mas a verdadeira classe governante era composta de 500 mil pessoas, que eram funcionários graduados do governo, além de suas famílias. Eram recompensados por um sistema redistribuitivo que incluía lojas especiais de alimentos, bens de consumo, casas melhores, viagens ao exterior, saúde, estações de veraneio e educação superior. 
Era a verdadeira classe dominante num regime que se propusera realizar uma sociedade igualitária. Dessa classe governante, 426 pessoas realmente exerciam o poder. Eram os membros do comitê central do partido comunista, o único permitido. Duzentos exerciam cargos ministeriais. Em 1976, 83,4% foram reeleitos, a maioria dessa classe dominante tinha mais de 65 anos. Não existia oposição. Nenhum tribunal, desde a época de Stalin, jamais proferiu um veredito sequer de inocente, num caso político, sem apelações. Este era, grosseiramente, o quadro da sociedade soviética, onde o povo era simplesmente escravo do estado, ou seja: sem pão nem liberdade. 
Isso não tem nos nossos livros didáticos, e seu professorzinho de história ainda vem com a ridícula cantilena contra às desigualdades do capitalismo "marvado". Pelo menos no capitalismo tem uma coisa chamada mobilidade social, ou seja o pobre pode melhorar de vida e até ficar rico. Se bem que ainda não temos capitalismo de verdade, temos sim um capitalismo de compadres, onde só invés de uma saudável competição, vemos os maganos se apoderarem do estado, em promíscuas relações de corrupção. 
Bem, mas isso é outra história. Por isso precisamos de um capitalismo de verdade, e quando alguém vier posar de progressista com símbolos comunistas, mande trabalhar. Afinal essa gente posa de salvador dos pobres e oprimidos, mas o que querem mesmo é mamar nas tetas do estado. Alguém aí já viu algum comunista querer ser operário num suposto governo comunista? Eis a questão. Só os idiotas da periferia do capitalismo não sabem. E o que não falta aqui é idiota. Alguém duvida?

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