É O CAPITALISMO, ESTÚPIDO - RAFAEL BRASIL

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Vi agora com meu filho o ótimo filme,  baseado da obra de F. Scott Fitzgerald,  O Grande Gatsby, e fiquei pensando e fazendo comentários sobre a efervescência do capitalismo nos states no início do século XX. Pensei também em Antônio Gramsci, e suas reflexões sobre as possibilidades de romper com, digamos, parâmetros da sociedade e política tradicionais da atrasada Itália do início do século XX, para ele tudo poderia ser rompido, para uma posterior revolução socialista, através da implantação do que ele chamava de capitalismo livre concorrencial. 
Apesar de entusiasmado com a revolução bolchevique na Rússia, Gramsci tinha um pé na segunda internacional comunista, que via a ascensão do socialismo de uma maneira processual, ou seja, quando esgotadas ou em máximo desenvolvimento a sociedade capitalista. Ele mesmo escreveu um texto dizendo que a revolução bolchevique tinha sido uma revolução contra o capital, não o dinheiro, mas O Capital de Marx, que advogaria a revolução nos países capitalistas mais avançados, ou seja, na Inglaterra e Alemanha. A revolução aconteceu na atrasada e semi feudal Rússia. Mas ele como entusiasta dos bolcheviques, chamava Lênin de o corifeu da filosofia da práxis, para driblar a censura nas prisões fascistas. Bem, se ele fosse preso num gullag soviético, nem escreveria, nem tampouco escaparia do fuzilamento, mas isso é outra história.
Quando pretenso social democrata, afinal ser de direita era uma heresia no Brasil de algumas décadas atrás, e pasmem, até hoje, eu sempre interpretava Gramsci diante da situação brasileira, não erradamente a meu ver, de que o capitalismo serviria para romper com o estado burocrático desde Vargas, fazendo explodir as forças produtivas do país, isso num jargão marxista, digamos assim. E é isso mesmo. As resistências a adoção do capitalismo são dos setores da esquerda, que se apropriaram do estado para, bem como para usufruir privilégios mil, como ter um imenso poder sobre a sociedade como um todo, como aliás acontece atualmente.
E é justamente Bolsonaro, através de Paulo Guedes, um autêntico liberal na economia que está tentando, e com sucesso, fazer essa imensa revolução. Justamente Bolsonaro, um deputado do baixo clero e que nunca foi um liberal antes pelo contrário, surgiu defendendo as corporações dos militares. Coisas da história.
Em poucas palavras, só o capitalismo salva o país, óbvio ululante, como diria Nélson Rodrigues. Mas ainda estamos longe,  e as forças da reação são enormes, afinal o carcomido estamento burocrático do estado, resiste, com a imprensa, universidades, escolas e show business, basicamente. Vamos ver como andarão as reformas este ano. Se teremos vôos de galinha ou se é pra valer. Afinal há décadas nosso estado foi privatizado por essas elites, desmoralizadas e carcomidas pela corrupção. Somos um país rico com um povo miserável até as pedras sabem disso. Só os idiotas, e muito sabidos não sabem disso. 
Há mais de meio século muitos apontavam este caminho, gente como o grande Roberto Campos. Será que agora vai? A conferir. Que Deus proteja nosso povo da burrice, e da esperteza, que no nosso caso andam de mãos juntas.

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